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Terça, 13 Junho 2017

Trabalhos de graduação vão para congresso internacional

 
7º Congresso Atlas (AFMI) 7º Congresso Atlas (AFMI)

 

Geração Millenial e Startups despertam curiosidade entre participantes 

Dois Trabalhos de Curso (TC) do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) foram selecionados para a 7ª Conference Atlas (AFMI), realizada pela Association Francophone de Management InternationalAssociation Francophone de Management International . Os TCs, apresentados na sétima edição da Conferência, foram realizados por Marina de Brito Nery Sá e por Pedro Blumenschein. Eles foram orientados pelas professoras Erika Lisboa e por Luciene Braz Ferreira. Erika é professora de Empreendedorismo e coordenadora do Casulo, incubadora de empresas do Uniceub. Luciene é professora de Pesquisa e Práticas Científicas em Administração e coordenadora do Núcleo de Pesquisa Empreendedorismo e Inovação do Uniceub.

A pesquisa de Pedro Blumenschein investigou os hábitos de consumo da geração nascida entre as décadas de 1980 e 2000, também chamada de geração Millennial ou Geração Y. Ele investigou a afinidade dessa geração com o ambiente digital, em seu processo de compra, abordando o impacto das novas tecnologias em pessoas que convivem com elas desde a infância. Os Hábitos e Características de Consumo dos Millennials no Brasil - Pedro Blumenschein Peixoto, Erika Lisboa, Luciene Braz Ferreira

Marina de Brito Nery Sá pesquisou o programa de Startup Brasil, por meio de entrevistas com participantes do ecossistema de Startups no DF, avaliando a importância da política pública no desenvolvimento tecnológico da região e também seus impactos no cenário econômico nacional. Start-up Brasil: desenvolvimento brasileiro e empreendedorismo - Marina de Brito Nery Sá, Erika Lisboa, Luciene Braz Ferreira


O Congresso

Os trabalhos brasileiros foram inscritos na linha de pesquisa focada em países emergentes. Por diferentes motivos, Marina e Pedro não estiveram presentes no Congresso e as pesquisas foram apresentadas por suas orientadoras. 

A professora Luciene, que participa do Congresso há cinco anos, diz que há muito interesse pelo conhecimento produzido no Brasil e os dois trabalhos provocaram boas discussões na plateia.  “O trabalho acerca dos hábitos de consumo da geração Millennial, em especial, gerou muita curiosidade porque outros pesquisadores identificaram em jovens igualmente influenciados pela tecnologia, comportamentos semelhantes em vários outros países”, disse.

Para a professora Erika, a participação em um Congresso internacional amplia a percepção sobre o conhecimento que se produz. “É um desafio lidar com as diferentes realidades do mundo inteiro. Eles te questionam a partir da realidade deles. E isso amplia a sua compreensão sobre a própria pesquisa”, afirmou.

Os resultados PUBLICAÇÃO ANAIS DA CONFERÊNCIA 3

Ambas ressaltaram que a troca de conhecimento e a possibilidade de desenvolvimento de pesquisas conjuntas são os aspectos mais importantes da participação em um congresso internacional. Além disso, a experiência resulta em conteúdo para os alunos brasileiros, o congresso em geral, o país visitado e os trabalhos lá apresentados.

De acordo com Erika, há um impacto real na qualidade dos projetos e pesquisas, na medida em que a experiência se torna concreta dentro da universidade. “É um incentivo para outros alunos também porque eles começam a questionar se estão fazendo um trabalho a ponto de submetê-lo a um congresso”, concluiu.

Além disso, como destaca Luciene, há impacto na autoestima dos alunos também. “Eles se dedicaram a um trabalho e foram recompensados. É uma pesquisa publicada em outra língua para mais pessoas lerem. O trabalho foi aceito por pessoas que nunca os viram. Essa aprovação se deu exclusivamente pelo interesse do trabalho e dos resultados da pesquisa”, afirmou. 


Pedro Blumenschein Peixoto, 23 anos:

FOTO Pedro Blumenschein REDUZIDAFAPDF: O que te motivou a pesquisar esse tema? 

PB: Por essa geração possuir hábitos de consumo diferentes das gerações anteriores e um poder de compra estimado em U$ 2,45 trilhões,

de acordo com uma pesquisa da Universidade de Massachusetts, eu queria entender melhor como é a dinâmica de consumo dos Millennials.

FAPDF: Quais foram os seus achados?

PB: O principal objetivo era entender como esse público consumia e quais eram os valores dessa geração. Essa geração não consome, pura e simplesmente, por necessidade. É uma geração que deixa de consumir de empresas que vão contra seus próprios valores, como empresas denunciadas por escravidão ou corrupção, por exemplo. O que achei de mais interessante é que 83% dos entrevistados procura informações online antes de comprar qualquer produto. Se as empresas não estão em ambiente virtual elas são praticamente invisíveis para essa geração. Isso é interessante porque as características de consumo identificadas pelo mercado até então sofrem um forte impacto. Antes, o mercado investia em pontos físicos para proporcionar uma experiência robusta de compra. Mas a partir desses novos hábitos de consumo, o mercado e indústria passam monitorar e oferecer experiências de compra e relacionamento online completas, caso contrário, não conseguirão desenvolver uma relação de longo prazo com essa geração.

Essa é uma geração que também valoriza muito a opinião de pessoas próximas. Como a pesquisa também aponta, 41% dos entrevistados dizem que a opinião de maior peso sobre a decisão de compra é a de amigos e conhecidos. Esse resultado é condizente com a teoria apresentada pelo Boston Consulting Group, de 2012:  os membros dessa geração confiam mais em seus amigos do que no que dizem as próprias marcas. Há uma resistência muito grande dessa geração em relação às marcas e ao que elas dizem sobre si mesmas. Além disso, em relação aos hábitos de consumo, a pesquisa mostrou que as informações que menos influenciam na decisão de compra são as fornecidas por vendedores de lojas.

FAPDF: O que significou ter o seu trabalho selecionado para um congresso internacional?

PB: Despertou mais interesse pela pesquisa. Isso acrescenta muito no currículo e você entende que pode aprender a construir algo que vire um legado científico para a comunidade como um todo.

Mídia

Erika Lisboa: conhecer outras realidades gera análise crítica Comunicação FAPDF
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