Governo do Distrito Federal
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30/04/19 às 18h59 - Atualizado em 30/04/19 às 19h01

Saiba como estão seis startups apoiadas pela FAPDF em 2015

Na última segunda-feira (29/04), a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realizou o V Seminário de Resultados dos processos de empreendedorismo do Edital Nº 5/2015. Durante toda a tarde, representantes de seis startups fomentadas apresentaram os resultados de seus projetos e destacaram de que forma o apoio da Fundação contribuiu para a evolução dos negócios.

 

“Nosso intuito é avaliar como esses negócios permeiam o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação no DF e a cada rodada ratificamos a importância de estimular o desenvolvimento da cultura de empreendedorismo na região. Temos uma população de 220 mil universitários e a inovação e o empreendedorismo são as alternativas para absorver esses profissionais”, destacou Alessandro Dantas, superintendente Científico, Tecnológico e de Inovação da FAPDF.

Yummmy – O projeto inicial previa um cardápio digital para bares, restaurantes e cafés disponibilizarem seus menus na internet, em dispositivos móveis e em páginas do Facebook. Ao mostrar o status atual do negócio, Flávio Ludgero demonstrou que o negócio foi pra frente e hoje a ferramenta atende microempreendedores gastronômicos do DF para vendas realizadas principalmente pelo WhatsApp. Ainda com opção de uso gratuito, o Yummmy já conta com mais de 24 mil cardápios ativos e já foi rastreado pelo Google entre as empresas com melhor desempenho em SEO na região.

 

 

 


Hora do Lixo
– Aqui o objetivo era desenvolver um aplicativo com três funcionalidades: avisar ao usuário o melhor horário para colocar o lixo na rua; enviar catadores cadastrados para coleta de resíduos recicláveis; promover a compostagem de resíduos orgânicos por meio da doação de composteiras domésticas. O projeto, realizado em parceria com a Cooperfenix, foi iniciado no Gama/DF onde promoveu trabalho de conscientização comunitária quanto à separação de lixo e descarte de objetos. Com o material arrecadado, a cooperativa fez a separação e a comercialização, gerando renda para os cooperados. De acordo com o responsável pelo projeto, Augusto de Rezende, o aplicativo rodando em 100% de sua capacidade é capaz reduzir até 40% do lixo que vai para os aterros sanitários do DF.

 

Sharenext – O coordenador desse projeto identificou alguns problemas enfrentados por quem busca alugar espaços em Brasília, entre eles os preços elevados, a centralização de espaços, dificuldades no pagamento, além de diversas instituições e estabelecimentos com espaços ideais para eventos ociosos. Foi daí que surgiu a ideia da plataforma Sharenext de compartilhamento de espaços. A proposta inicial previa a criação de um sistema unificado de website e aplicativo aliados a uma base de dados dos proprietários parceiros para que os usuários pudessem encontrar os espaços ideais para os objetivos pretendidos. No site, o usuário faria a busca, o pedido de aluguel e o pagamento e ainda poderia contar com a adesão a benefícios como serviços de coffe break, manobrista, recepcionistas, entre outros.

 

Nesse formato, de acordo com o coordenador do projeto, Gustavo Gil, o negócio falhou. Mas, não morreu, apenas se adaptou às principais dificuldades encontradas, como dificuldades em receber de empresas e perda de aluguéis fechados diretamente com proprietários. Hoje, os usuários não fecham mais o negócio pelo site, que funciona apenas como um catálogo. Após o contato inicial, a equipe de atendimento da empresa vai até o usuário para concretização do aluguel.

 

Só em 2018, a Sharenext (Contato@sharenext.com.br) atendeu a mais de 300 diárias de locação e repassou mais de R$ 385 mil para parceiros locadores. Além disso, a startup deu origem a mais duas empresas: a CoffeBreaks.com.br, que oferece o serviço de alimentação para eventos, e a Cota Evento, que presta serviços na área de organização de eventos.

 

“A FAPDF deu essa oportunidade de começarmos um negócio sem tirar dinheiro do bolso. Hoje o investimento já retornou em geração de receita e agora vamos partir para consolidação do negócio”, afirmou Gustavo Gil.


Ubaia
– Inicialmente apresentada como aplicativo “Onde Comprar”, a Ubaia Cestas de Saúde  foi criada para estimular o consumo de alimentos orgânicos na população do DF, solucionando os principais problemas para esse público apontados pelo Instituto de Defesa do Consumidor, que são o preço e a dificuldade de encontrar os produtos perto de casa. O consumidor paga determinado valor pela cesta e escolhe quais orgânicos quer receber na cesta. O preço é estabelecido pela média dos produtos adquiridos com os produtores cadastrados. Já pelo app Ubaia, também é possível encontrar informações sobre como acondicionar corretamente e aproveitar 100% dos produtos adquiridos. Hoje, o ticket médio da empresa é de R$ 193,99, a receita anual por cliente é de R$ 383,17 e o faturamento é de R$ 1,7 milhão. Contatos: Contato@portalubaia.com.br / portalubaia.com.br / Instagram: @portalubaia]

 

Saúde pública – Os sócios da empresa Invisual identificaram alguns problemas nas unidades de saúde estaduais e municipais, notadamente nas do DF: como entender a demanda de recursos considerando peculiaridades de cada região? Como planejar recursos humanos para atender à população? Como avaliar a capacidade de força de trabalho baseado na demanda?.

 

Para dar respostas a essas questões e aprimorar a prestação de serviço em saúde pública no DF foi que Marcelo Barros Ottoni e seus sócios resolveram desenvolver uma solução de planejamento de recursos humanos e previsão de demandas. O objetivo era construir uma ferramenta capaz de fazer cálculos automáticos da necessidade de profissionais para todas as unidades de saúde de determinada Secretaria de Estado de Saúde com base nos insumos e informações de atendimentos. A solução deveria, inclusive, planejar a distribuição dos recursos com base na capacidade de força de trabalho e prever um possível aumento de demanda.

 

O audacioso projeto foi implementado apenas em parte, pois de acordo com Marcelo problemas de continuidade na gestão das unidades e da Secretaria de Saúde do DF dificultaram a implementação completa da ferramenta. Por outro lado, a Invisual conquistou clientes no setor privado de saúde e dois de seus sócios integram, hoje, a diretoria de uma grande rede de hospitais em Brasília.

Atualmente, a startup atende a clínicas, hospitais e consultórios do DF com três produtos: gerenciamento hospitalar, planejamento de recursos e insumos e solução de farmácia clínica com inteligência artificial. “Em 2018 nos consolidamos e definimos nossos produtos e foi com esse apoio da FAPDF que conseguimos alavancar o desenvolvimento e conquistar novos clientes”, comemora Marcelo Ottoni.

 

Vai Farma – Inicialmente apresentado como aplicativo mobile de delivery de medicamentos e itens farmacêuticos, o projeto do Vai Farma, coordenado por Luan Rodrigues Ramos, consiste em um aplicativo interativo voltado para pacientes das redes hospitalares pública e privada de Brasília/DF. A ferramenta foi desenvolvida para permitir que os usuários tirassem fotos das receitas médicas, enviassem aos farmacêuticos das drogarias cadastradas para consultar disponibilidade, preços, opções genéricas, compra e solicitação de entrega em domicílio.

 

Apesar de ter desenvolvido o app e disponibilizado em lojas de aplicativo, o coordenador do projeto e idealizador da ferramenta não conseguiu consolidar uma rede de estabelecimentos credenciados sólida o bastante para obter lucros suficientes para a manutenção do aplicativo.

Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal - Governo de Brasília

FAPDF

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