Governo do Distrito Federal
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3/04/20 às 16h12 - Atualizado em 14/04/20 às 12h10

Iniciação Científica

Gabriel Oliveira, aluno do curso de Biologia do Campus de Planaltina do Instituto Federal de Brasília (IFB) realizou um sonho que parece distante à maioria dos alunos de iniciação científica: teve um artigo aceito por uma publicação especializada internacional. O artigo “Desinfetantes alternativos ao paraformaldeído para incubação de ovos férteis”, produto de projeto fomentado pela FAPDF/Secti no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), está na edição de abril da revista “Poultry Science – Excellence in Science Publishing”. Classificado como A1 (excelência internacional) no Qualis Capes, o periódico mensão é uma publicação oficial da Poultry Science Association (PSA) voltada para o avanço no estudo científico de aves de capoeira e da indústria avícola. 

 

Gabriel destaca a importância do apoio à iniciação científica para incentivar jovens pesquisadores: “o apoio da FAPDF foi fundamental para que todas as etapas de desenvolvimento do meu projeto de pesquisa fossem realizadas com sucesso. Ter incentivo de uma agência de fomento como me motivou e fez com que eu acreditasse ainda mais no meu potencial como pesquisador e assim pudesse contribuir da melhor forma para o avanço do conhecimento científico. Como consequência disso, consegui uma publicação em uma revista conceituada na área de Ciências Avícolas e só tenho a agradecer à FAPDF por me apoiar nessa conquista”.

 

É o que pensa também a Pró-Reitora de Pesquisa e Inovação do IFB, Giovanna Megumi, que destaca o orgulho do IFB pela conquista do aluno e enxerga nos programas de iniciação científica grandes celeiros de futuros mestres e doutores. “Isso para nós é motivo de muito orgulho. Sentimos que além de formar excelentes profissionais, estimulamos neles o interesse e o amor pela pesquisa. O PIBIC é um programa cujo intuito é o de estimular estudantes do ensino superior a iniciarem as práticas na pesquisa. Por meio dele, e com o apoio de agências de fomento como a FAPDF, os estudantes desenvolvem o pensamento crítico e conhecem ferramentas para a construção de argumentos necessários às suas investigações. Muitos deles acabam se apaixonando pela pesquisa e, após a conclusão de seus cursos, ingressam em programas de mestrado e de doutorado”, ressalta. 

 

O estudo – O objetivo da pesquisa de Gabriel foi avaliar o extrato etanólico de própolis e óleo essencial de cravo-da-índia como substituto do paraformaldeído no processo de sanitização de ovos férteis. No total, 1.800 ovos férteis provenientes de matrizes da linhagem CPK (Pesadão Vermelho) com 40 semanas de idade, foram distribuídos aleatoriamente entre os tratamentos de sanitização (álcool de cereais, óleo essencial de cravo, extrato etanólico de própolis e paraformaldeído). A pulverização foi o método de aplicação para todos os tratamentos, exceto o paraformaldeído, para o qual a fumigação foi utilizada. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 4 tratamentos.

 

A análise dos parâmetros de incubação foi baseada em 6 repetições por tratamento e indicou que a perda de peso dos ovos foi menor nos ovos tratados com extrato etanólico de própolis (8,59±3,34%) do que nos ovos tratados com álcool de cereais (13,40±2,87%), com óleo essencial de cravo (12,96±3,33%) e com paraformaldeído (13,05±3,24%).

 

A eclodibilidade dos ovos férteis (51,39±5,81) e a eclosão (44,74±6,79%) foram afetadas negativamente pela aplicação do extrato etanólico de própolis. A mortalidade tardia foi maior quando comparada com a mortalidade precoce, para os tratamentos álcool de cereais (12,14±4,72; 2,86±3,30%), óleo essencial de cravo-da-índia (4,60±5,95; 3,03±3,50%) e extrato etanólico de própolis (36,63±6,60; 11,98±4,30). Os ovos pulverizados com óleo essencial de cravo-da-índia (67,90±1,87%), paraformaldeído (67,80±1,85%) e álcool de cereais (67,50±1,92%), apresentaram rendimentos de pintos classificados como “ideal”. Por outro lado, ovos tratados com o extrato etanólico de própolis (69,25±1,68%) apresentaram classificação “elevada” e, com isso, sua aplicação na concentração usada no presente estudo não é recomendada. O óleo essencial de cravo, pulverizado em ovos férteis como agente sanitizante, não diferiu do paraformaldeído em relação aos parâmetros de rendimento de incubação.

 

O artigo já pode ser lido na íntegra, em inglês, no site da publicação: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0032579119578294

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