Governo do Distrito Federal
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12/02/20 às 15h22 - Atualizado em 14/02/20 às 11h54

Meninas nas exatas

O dia 11 de Fevereiro foi adotado como o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência em 2015. É uma iniciativa da Unesco e da ONU Mulheres, com a colaboração de instituições e parceiros da sociedade civil, para destacar a importância do acesso e participação igualitária das mulheres e meninas nas ciências e tecnologias.

 

Ao considerar que as mulheres e as meninas desempenham um papel fundamental nas comunidades da ciência e tecnologia e sua participação deve ser fortalecida e fomentada, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anuncia a inclusão de 12 novos projetos apoiados no âmbito da Chamada Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, lançada em 2018 pela agência. Esse incremento está inserido no acordo celebrado esta semana com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que destina R$ 486 mil para atender projetos classificados e aprovados em segunda prioridade no Distrito Federal pela comissão julgadora da Chamada.

 

A Chamada CNPq/MCTIC nº 31/2018 – Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação passa a contar com o total de 80 projetos apoiados, que desenvolvem ações de estímulo à participação e à formação de meninas e mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação.

 

“Agora é buscar que os estados se sensibilizem para novos acordos, porque nós aprovamos 78 projetos, mas tivemos 500 avaliados com mérito e que estão esperando recursos para serem apoiados”, explicou a Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini. ¿Então, estamos buscando parcerias com os governos estaduais para apoiar esses projetos. É o que o DF está fazendo por esse acordo que assinamos”, completa.

 

Os projetos atendem estudantes do Ensino Público Fundamental a partir do 6º ano, e de Ensino Médio Público da Educação Básica e abrangem mais de 300 escolas em todo o país. “Esse é um diferencial”, afirma Tonini. “Eu participei bem ativamente do desenho da chamada de forma que o recurso que a gente tinha pudesse ganhar dimensão a partir do momento em que a ação é replicada nas escolas. Então, com 78 projetos eu consigo chegar em torno de 360 escolas públicas de educação básica”, finalizou.

 

A Diretora ressalta a importância de trabalhar com meninas ainda no Ensino Fundamental. Segundo ela, é nessa fase em que é possível desconstruir, mais facilmente, a idéia de que determinadas áreas do conhecimento são naturalmente destinadas a meninos. “Se você trabalhar com a adolescente apenas quando ela já estiver definindo a formação, lá com 17 anos, já se perdeu um período de estimulo para essas áreas.

 

Ela já desconstruiu o gostar dessas áreas, por achar que são mais masculinas”, afirmou. E reforçou que o interesse pode vir naturalmente se as meninas tiveram estímulos iguais “por meio do lúdico, dos jogos, de kits de programação, kits de laboratórios de reações químicas, por exemplo”. “Tem várias formas de você estimular e despertar esse gostar”, finaliza, Tonini.

 

Histórico

A Chamada de 2018 representa a continuidade da ação iniciada em 2013, quando foi lançada a primeira chamada – Chamada CNPq/MCTI/SPM-PR/Petrobras nº 18/2013 – Meninas e Jovens Fazendo Ciências Exatas, Engenharias e Computação, pela qual foram apoiados 325 projetos. Adriana Tonini lembra que essas iniciativas estão no âmbito do programa “Mulher e Ciência” da agência, que compreende, ainda, outras ações de estímulo à equidade de gênero nas atividades científicas e tecnológicas.

 

Criado em 2005, com parceria entre o CNPq, os Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Educação, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a ONU Mulheres, o programa promoveu chamadas, encontros e premiações de estímulo à produção científica e tecnológica das mulheres.

 

Destacam-se, além das chamadas públicas, a realização de 10 edições do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero e a participação no Programa de cooperação sobre o Avanço Global das Mulheres no âmbito do Memorando de Entendimento Brasil-EUA, com visitas de cientistas brasileiras aos EUA e cientistas americanas ao Brasil, entre outras ações. Além disso, o Conselho tem atuado na área de divulgação científica com a implementação do projeto “Pioneiras nas Ciências”, destinado a contribuir com a divulgação das histórias das mulheres nas C&T para as meninas se inspirarem e também contribuir com a mudança da imagem do cientista restrita a um representante do sexo masculino, com sete edições e 89 verbetes.

 

Fonte: CNPq

Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal - Governo de Brasília

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