Governo do Distrito Federal
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16/12/19 às 15h14 - Atualizado em 16/12/19 às 15h17

Tecnologia contra a dengue

Foto: Victor Hugo Pessoa/Sistema Fibra

 

Terminou, na última sexta-feira (13/12), o “1º Hackathon em Saúde Pública do DF – Combate à Dengue”. A maratona de inovação, que aconteceu durante cinco dias as instalações do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da UnB (CDT), buscou soluções tecnológicas para promover o controle e a prevenção da dengue no DF, considerando os critérios de controle, previsão, prevenção e educação.

 

A equipe vencedora foi a FFA, que conquistou o primeiro lugar, levou o prêmio de R$ 6 mil e conquistou a oportunidade de ficar seis meses imersa no Hotel de Projetos do Parque Científico e Tecnológico (PCTec) da UnB, onde poderão atuar diretamente com o grupo de pesquisas da saúde da Universidade e aperfeiçoar a solução desenvolvida.

 

O grupo desenvolveu o “Programa de Educação sobre dengue, registro e orientação (PedRO)”. A proposta consiste em uma plataforma multiferramenta voltadas para coleta, análise e uso inteligente de informações para profissionais da saúde, agentes de vigilância

e para a população.

 

PedRO oferece três ambientes: aplicativo voltado para educação, orientação e ação social da população; ferramenta de sala de controle para gestores alimentada com informações em tempo real sobre focos, incidência da dengue, gráficos e mapas de geolocalização; e formulário para utilização de profissionais e instituições de saúde para coleta de informações de pacientes.

 

 

Um dos integrantes da equipe vencedora destacou a importância do poder público promover essa integração com os jovens e enxerga na premiação a oportunidade de evoluir como empresário. “Nós já participamos de alguns hackathons, mas todos promovidos pela iniciativa privada. É muito interessante ver o governo trazendo jovens para mostrar a inovação. Com o dinheiro do prêmio nós pretendemos formalizar uma startup e, com essa oportunidade de ficar incubados aqui no Hotel de Projetos do PCTec, esperamos poder aprimorar bastante a ferramenta que desenvolvemos”, afirmou João Pedro Freitas.

 

Outras soluções – O segundo lugar da maratona, premiado com o valor de R$ 3 mil, foi conquistado pela equipe que desenvolveu a plataforma “Foco no Foco – o combate é de todos”. Baseada nos princípios de machine learning e gameficação, a equipe equipe criou uma solução baseada em duas áreas: aplicativo voltado para integração da população nas ações de combate e fiscalização e dashboard para uso dos profissionais responsáveis pelo monitoramento da sala de crise de dengue do DF. No aplicativo, a ideia é integrar a sociedade, o governo e estabelecimentos comerciais das áreas administrativas, gerando bonificações para os usuários do app que poderiam ser trocados por serviços e produtos públicos e privados.

 

Equipe Foco no Foco, segunda colocada no 1º Hackathon em Saúde Pública do DF (Foto: Ascom/FAPDF)

 

A terceira colocação ficou para o projeto “e-Dengue”, que levou o prêmio de mil reais. O grupo se baseou no ciclo de vida completo do mosquito transmissor da doença, o aedes aegypti, que dura somente sete dias, enquanto o tempo de análise e resposta das ações de vigilância leva, hoje, mais de 70 dias. A plataforma tem o objetivo de agilizar o processo de vigilância e fiscalização e de facilitar a análise estatística dos dados de monitoramento. O projeto também prevê um aplicativo para a comunidade baseado em educação, denúncia de focos e oferta de orientações. Já para os gestores, a plataforma prevê dashboard alimentado pelas informações fornecidas pelo app com a construção de mapas de calor, geração de informações baseadas em geolocalização e gerenciamento por regiões.

 

Equipe e-Dengue, terceira colocada no 1º Hackathon em Saúde Pública do DF (Foto: Ascom/FAPDF)

 

Ao todo, o hackathon contou com 34 participantes que, divididos em quatro equipes, passaram a semana de 9 a 13 de dezembro recebendo instruções e mentorias de especialistas em Tecnologia da Informação e em Saúde para trabalharem em projetos de aplicativos, softwares e plataformas que possam atender à encomenda apresentada.

 

De acordo com o regulamento do “1º Hackathon em Saúde Pública do DF – Combate à Dengue”, os participantes cedem toda a propriedade intelectual decorrente das soluções desenvolvidas para a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) que poderá, a seu critério realizar a proteção, em nome próprio, dos direitos de propriedade intelectual das ferramentas. O objetivo é que a conhecimento e a tecnologia sejam incorporados à rotina de atuação do GDF, por meio da Secretaria de Saúde e da Fepecs, nas ações de combate à dengue.

 

Desafio DF – Esse foi o primeiro de uma série de hackathons que a FAPDF pretende promover em busca de soluções para os problemas apresentados pelos diversos órgãos e instituições do Distrito Federal no âmbito do projeto chamado “Desafio DF”, em que a FAPDF solicitou aos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) que apresentassem seus principais problemas para os quais o mercado tradicional ainda não apresenta soluções viáveis para que, em articulação com academia e setor produtivo, a Fundação possa buscar alternativas. A demanda Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS), apresentou o combate à dengue como questão urgente de saúde pública.

 

Essa primeira edição da série de hackathons foi realizada pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio das entidades promotoras da Mostra Brasília Mais TI e em parceria com o Sindicato das Indústrias da Informação do DF (Sinfor), a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde do DF (Fepecs) e a UnB, através do PCTec.

Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal - Governo de Brasília

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