Governo do Distrito Federal
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12/12/19 às 11h34 - Atualizado em 12/12/19 às 11h34

Transformação digital na saúde

Nesta quarta-feira (11/12), como parte da programação do “1º Hackathon em Saúde Pública do DF – Combate à dengue”, aconteceu a mesa redonda sobre “Transformação digital na Saúde”. O presidente da FAPDF, Alessandro Dantas, foi o moderador do debate, que contou com a participação do subsecretário de Vigilância em Saúde do DF, Divino Valero; do diretor-executivo da Fepecs, Marcos de Souza; do professor e representante da Faculdade de Saúde da UnB, Jonas de Carvalho; do professor e empresário de TI Paulo Foina e do CEO da Aptah Bioinformática, Higor Falcão.

 

O presidente da FAPDF destacou que essa é apenas a primeira edição de uma série de hackathons que vão buscar soluções para diferentes problemas do DF. “Essa é a nossa primeira iniciativa, tanto na parte de combate à dengue quanto na realização de hackathons voltados à saúde pública. A ideia é que tenhamos um ciclo com edições mensais e o sentimento é exatamente o de despertar interesse, motivar e fazer a convergência da comunidade de empreendedores e ativar esse ecossistema”, afirmou Alessandro Dantas.

 

Durante o painel, os debatedores destacaram aos participantes da maratona os principais desafios que a área da saúde enfrenta, hoje, no combate à dengue e os principais aspectos que devem ser levados em consideração no desenvolvimento das ferramentas.

 

O diretor-executivo da Fepecs, Marcos de Souza, destacou que o principal gargalo no enfrentamento da doença e do mosquito transmissor, hoje, é a falta de tecnologia e conectividade para conferir mais rapidez à tomada de decisão: “Temos o problema de não ter a conectividade da indústria e da ciência digital para que possamos resolver o problema das arboviroses ou mesmo da leishmaniose, da febre amarela e outras doenças graves. Então o nosso intuito aqui é realmente obter um mecanismo que ofereça rapidez para a nossa atuação, já que o ciclo completo do mosquito aedes aegypti é de seis dias e, hoje, nosso tempos de resposta, leva mais de 70 dias”.

 

Jonas de Carvalho, por outro lado, falou sobre a necessidade de inovar os modelos de negócio brasileiro e da peculiaridade do perfil do profissional de TI para atuar em saúde. “Desenvolver para as saúde não é fácil e a minha experiência tem mostrado que o profissional de TI precisa entender de saúde e isso é muito desafiador. Já tem um desafio brasileiro que é pensar novos modelos de negócio. Não podemos pensar apenas em modelos privados. O Brasil tem uma potência muito grande por ter o SUS e temos que prensar modelos de negócio diferentes que possam garantir o acesso, e não simplesmente em modelos que foquem apenas no lucro”, ressaltou o professor.

 

Seguindo a linha de raciocínio voltada para o mercado, Paulo Foina também lançou a reflexão quanto às soluções em saúde como negócio e agradeceu à FAPDF pela realização do evento: “é importante pensar que esses protótipos vão precisa se transformar em produtos e, aí, é necessária uma visão quase empresarial mesmo. Essa é uma oportunidade inovadora. Preciso registrar o novo momento da FAPDF que, hoje, abre um canal que nós nunca tivemos. A equipe toda está de parabéns, inclusive por iniciativas como esse hackathon”.

 

Empresário do ramo da bioinformática, Higor Falcão, ratificou a magnitude do desafio de desenvolver soluções para o combate à dengue e ponderou que atuar no desenvolvimento de soluções em saúde pode não apenas ser rentável, como também salvar vidas. “Desenvolver tecnologia para a saúde não é simples, mas é o futuro da saúde. Não tem como desconectar as duas áreas e nós precisamos trabalhar isso intensamente. Esse é um desafio muito grande, dengue é um desafio maior ainda, é um problema centenário que não vai ser resolvido de uma hora pra outra, mas o pontapé inicial está sendo dados aqui. Temos a chance de fazer algo muito relevante e com todo o suporte que temos aqui, especialistas em TI, em saúde, o setor produtivo à disposição, com a possibilidade de ter recurso de impulso de empresa, recurso do governo para trabalhar essa solução, além da chance de transformá-la em um game ou coisa do tipo e transformar isso em algo que irá atender pessoas em 120 países. É uma ideia social, mas que também tem chance de se manter sozinha. Uma solução de TI que vai ajudar a salvar vidas de verdade!”, frisou.

 

Oportunidades – Já na parte final da mesa redonda, o subsecretário de Vigilância em Saúde anunciou que o órgão abrirá as portas para receber os participantes do hackathon que tenha interesse em conhecer de perto o trabalho da equipe de controle. “Gostaria de anunciar que, àqueles participantes que quiserem fazer um ensaio de campo, nós vamos disponibilizar o espaço, para quem quiser fazer uma visita e conhecer um pouco da atividade em campo. Nós desejamos que todos pensem muito e nos apresentem boas propostas e soluções, o caminho é realmente esse, pois não dá mais para tratar um problema dessa magnitude que, seguramente, até o fim do mês, deverá se encontrar na marca de um 1.600.000 casos, um problema mundial, da forma como tratamos até hoje. Nós precisamos de muitos pesquisadores em tecnologia, pois a parte da assistência teve um bom desenvolvimento tecnológico, mas não em nível nacional”, declarou Divino Valero.

 

Encerrando as atividades do debate, o gerente de Inovação do Parque Científico e Tecnológico da UnB (PCTec), Bruno Goulart, anunciou mais uma grande oportunidade: os ganhadores do hackathon serão imersos no hotel de projetos do PCTec e vão atuar diretamente com um grupo de pesquisas da saúde da UnB.

 

As atividades do “1º Hackathon em Saúde Pública do DF – Combate à dengue” seguem até o fim desta sexta (13/12), quando será realizada a premiação dos vencedores.

 

Mais informações sobre o evento e a programação no site http://hackathon.brasiliamaisti.com.br/.

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