Governo do Distrito Federal
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16/09/21 às 16h53 - Atualizado em 16/09/21 às 16h53

Agrotecnologia

FAPDF participa da Expoabra Digital 2021, destaca investimentos em inovação e indica áreas estratégicas de fomento para o próximo ano

 

Superintendente Renata Vianna fala sobre o papel da FAPDF no aquecimento do ecossistema de inovação do DF durante a Expoabra Digital 2021 | Foto: Expoabra 2021

 

 

Na última terça-feira (14/09), a superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do DF (FAPDF), Renata de Castro Vianna, participou da Expoabra Digital 2021. A gestora integrou do painel “Inovação no campo na era das Agtechs” e falou sobre o papel da Fundação no aquecimento do ecossistema de inovação da capital e o incentivo ao desenvolvimento tecnológico do setor.

O painel foi moderado pelo presidente do Parque Granja do Torto (PGT), Eugênio Farias, que apresentou o projeto do PGTech (Núcleo de Aceleração Agronegócio) que está em desenvolvimento no Parque. “O objetivo é atrair iniciativas que desenvolvam ciência, tenham inovação e apliquem ao setor agropecuário”, destacou.

 

Também participaram do bate-papo Sérgio Barbosa (Gerente Executivo da Esalqtech), Douglas Scheunemann (CEO da Moara) e Verner Cardoso (fundador da RSU Brasil – Lixo Inteligente).

 

O objetivo do painel foi dar visibilidade ao projeto do Parque Granja do Torto (PGT) como um polo de Agtechs (empresas que promovem inovações no ramo do agronegócio por meio de novas tecnologias) e destacar a necessidade da relação direta do mercado tradicional com os novos players do mercado financeiro.

 

Bioinsumos, sustentabilidade e segurança alimentar e ambiental

 

O CEO da Moara falou sobre a criação da startup que é voltada para a criação de soluções inovadoras e de alta qualidade para garantir eficácia, sustentabilidade e segurança alimentar e ambiental. A empresa também busca contribuir com a natureza na evolução dos seres vivos e na harmonia entre os sistemas naturais e produtivos.

 

“Nós somos um startup com foco em inovação no ramo de produtos biológicos, os bioinsumos. Nascemos no Goiás há pouco mais de um ano e decidimos vir para Brasília por todas as vantagens de logística e por estar perto da informação e de toda a cadeia de inovação para construir esse braço tecnológico do agro, fora do eixo de São Paulo”, explicou Douglas Scheunemann.

 

Lixo energético

 

Na sequência, Verner Cardoso falou sobre o projeto que a RSU Brasil irá desenvolver no Parque Granja do Torto. Trata-se de uma usina vitrine para processamento do lixo vai para lixões, transformando resíduos em energia. O processo é 100% limpo, realizado com tecnologia nacional e a empresa, que já foi uma startup, hoje tem investimento previsto de R$ 80 milhões para atuação no PGT.

 

“A RSU é uma empresa que respira sustentabilidade. O que conseguimos fazer é aumentar o nível de material reciclável, reaproveitar mais materiais e aquilo que não pode ser reutilizado será transformado na nossa biomassa e depois em energia. Viemos para Brasília numa parceria com a Reziduall para trabalhar com lixo 100% privado e, agora, nesse projeto com o PGTech vamos trabalhar nessa usina e esperamos atrair pessoas para conhecer não apenas a nossa empresa, mas também o PGTech e as empresas nele encubadas”, destacou Verner Cardoso.

 

FAPDF no apoio à inovação

 

Ao apresentar a fala da superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPDF, o presidente do PGT e moderador do painel, Eugênio Farias, destacou a nova linha de atuação da Fundação, que vem dedicando mais investimentos aos braços da tecnologia e da inovação. “A FAPDF fez uma mudança estratégica na sua seleção de projetos buscando aqueles que envolvam pesquisa, mas que sejam mais finalísticos, além de ter realizado, recentemente, um edital muito bem sucedido de startups em Brasília. A Fundação está num projeto de reescrita dos seus projetos e entregas que eu acho que nunca foi feito e nós estamos vendo isso de fora”.

 

Renata Vianna destacou que, como todas as Fundações de Apoio à Pesquisa do Brasil, a FAPDF tem a missão institucional de apoiar o desenvolvimento do conhecimento científico, mas que diante da evolução tecnológica e dos desafios que a sociedade enfrenta, é preciso ampliar o apoio aos outros pilares.

 

“Precisamos voltar os olhos para a tecnologia e inovação. Claro que estamos falando de um ecossistema tripartite com governo, academia e terceiro setor. Como está no nosso DNA, temos o apoio a projetos acadêmicos, mas precisamos abrir um espaço novo e solidificar esse espaço para o fomento à inovação, o que também faz parte da nossa responsabilidade. Nesse sentido nós temos não apenas o Start BSB, nosso programa de apoio ao empreendedorismo inovador, mas também nosso Programa de Animação do Ecossistema de Inovação e o projeto Escolas Inovadoras para inovação do sistema educacional do DF. Somente estas duas últimas iniciativas somam R$ 30 milhões em investimentos em tecnologia e inovação, o que demonstra a importância que a Fundação tem dedicado a essas áreas de desenvolvimento”, afirmou.

 

A gestora destacou a importância do fomento em agrotecnologia e inovação voltada para o setor: “a agrotecnologia é uma área que pretendemos ajudar a desenvolver, não só pela importância do agronegócio para o desenvolvimento do país, como também pela relevância desse mercado em Brasília. Para o próximo ano, pretendemos formular editais voltados a essas áreas estratégicas, como Govtech, Agtech, Fintech, Saúdetech, entre outras, com o intuito de deixar como pegado para a FAPDF uma linha transversal de inovação”, finalizou Renata Vianna.

 

Atuação integrada para desenvolvimento inovador

 

Finalizando as falas do painel, o gerente executivo da incubadora tecnológica Esalqtech destacou a importância a integração entre os diferentes setores da sociedade para a promoção do desenvolvimento tecnológico e inovador. “Considero o movimento Agtech brasileiro o maior do mundo. Temos ecossistemas Agtech espalhados por todo o país e Brasília centraliza esse movimento. O mais importante são as pessoas com mentalidade empreendedora e isso tem que ser preparado na formação educacional. Empreendedorismo não é só abrir empresas, é ter uma mentalidade empreendedora. Outro fator essencial são os ambientes de geração do conhecimento e os ambientes de inovação. O governo é a graxa que vai melhorar essas três engrenagens com políticas públicas, atuando como elemento facilitador”, disse Sérgio Barbosa.

 

A Expoabra Digital 2021 acontece até o próximo sábado (18/09). Para se inscrever gratuitamente, basta acessar o site https://expoabra.com.br/. A íntegra do painel “Inovação no campo na era das Agtechs” também está disponível na página.

 

Texto: Mikaella Paiva

Edição: Thainá Salviato

Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

FAPDF

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